Ouvidos protegidos

ouvidos protegidos

A grande quantidade de ruídos no ambiente de trabalho faz com que o ouvido seja um dos órgãos mais afetados entre os trabalhadores, respondendo por quase 25% de todas as doenças ocupacionais em nosso país. Ou seja, a proteção auditiva continua a ser um desafio para a gestão das empresas nos diversos setores produtivos de grandes e pequenas indústrias.

Em 2014 foram notificados 784 casos de Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR). Já de janeiro a junho de 2016, nenhum benefício de auxílio-doença por exposição ao ruído foi concedido, o que já sinaliza uma melhora na estatística brasileira nos afastamentos por PAIR.

Investir no controle de ruídos e em EPIs voltados para a proteção auditiva é a maneira mais eficaz de combater o afastamento de colaboradores.

Existem vários tipos, marcas e modelos de EPIs que devem ser escolhidos de acordo com as variáveis: nível de ruído no ambiente, conforto, aceitação do usuário, custo durabilidade, problemas na comunicação, segurança e higiene.

Os protetores podem ser do tipo plugue/inserção:

protetor de ouvido

Que podem ser divididos em automoldáveis, pré-moldados ou capa de canal. Os automoldáveis são fabricados com materiais elásticos que se adaptam às diversas formas de canais de ouvidos. Os pré-moldados geralmente são fabricados com silicone e moldados no canal auditivo. Existem ainda os capa de canal, que são usados em locais de trabalho onde há necessidade de serem colocados e retirados várias vezes.

Ou do tipo concha/abafadores:

protetor de ouvido concha

São fabricados com material rígido, revestidos de espuma e projetados para cobrir totalmente as orelhas. Eles podem ser acoplados nos capacetes de segurança, máscaras de solda, máscaras faciais, óculos ou conjugando o protetor auditivo a dois outros EPIs.

Para verificar se um protetor auditivo é adequado para determinado ambiente de trabalho, deve ser realizado um cálculo de verificação da proteção fornecida pelo EPI, que pode ser feito:

- Utilizando apenas o número único de atenuação de protetor auditivo (NRRsf), considerando um cálculo com baixa e outro com longa precisão;

- Analisando a proteção dos colaboradores pelo método longo, no qual utiliza-se a atenuação média e desvio padrão por banda de frequência, sem usar o número único aproximado NRRsf.

Com esses instrumentos, é possível avaliar o nível de ruído no ouvido dos trabalhadores e comparar com os limites legais apresentados na NR-15.

Fonte: Revista Cipa | Edição nº 447

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